Internet no Brasil pode custar até R$ 2 mil mensais; confira preços e ofertas de banda larga no país em 2026
Adquirir um novo plano de banda larga no Brasil em 2026 pode custar de R$ 38,99 a R$ 2.000,00 mensais, a depender do pacote escolhido e da região do consumidor. O custo-benefício, avaliado pela relação de custo por Mega de velocidade de internet, vai de R$ 0,16 a R$ 6,75.
As informações foram levantadas pelo MelhorPlano.net, considerando os planos de internet residencial cadastrados no comparador da plataforma e disponíveis no mês de agosto. O estudo analisou 2,6 mil pacotes de banda larga em todos os estados brasileiros.
De forma inédita, o levantamento também apontou as regiões do Brasil com maior volume de ofertas em assinaturas de internet fixa. A análise foi estruturada a fim de detalhar os custos por região, faixa de internet e operadora (nacionais e competitivas).
A metodologia completa está descrita ao final do estudo.
Custo de internet fixa por região e faixa de velocidade
O Nordeste tem o melhor custo-benefício de banda larga em 2026, com preço por Mega de R$ 0,21. Junto do Sudeste, a região apresenta o menor custo de assinatura com mediana de preço de R$ 119,90 por mês, e preço mínimo aproximado de R$ 39 mensais.
Centro-Oeste e Norte apresentam as medianas mais altas do estudo, com custo de R$ 129,90 por plano. É o Centro-Oeste, no entanto, que oferece o preço por Mega mais elevado do levantamento: R$ 0,28 por megabyte.
A menor mediana de preço de internet residencial no Brasil em 2026 é de R$ 109,99. O custo foi observado em pelo menos cinco estados: Bahia, Ceará, Minhas Gerais, Paraíba e Pernambuco. Quatro das cinco unidades federativas em destaque são do Nordeste.
Já o valor de mediana mais elevado do estudo é R$ 149,90, e está registrado no Mato Grosso. Os estados de Amapá, Mato Grosso do Sul e Amazonas também se destacaram com os maiores preços por UF.
O custo-benefício mais baixo foi observado no Acre (R$ 0,17), enquanto o mais caro foi percebido no Amazonas (R$ 0,59). Outros estados que se destacaram por ter o preço por Mega mais barato em relação a outras UFs foram Rondônia e Roraima, com custo-benefício de R$ 0,18.
O mapa abaixo apresenta os dados de mediana, variação de preço e preço por Mega por estado e a capital respectiva.
Pensando em faixa de internet, os planos residenciais com melhor custo-benefício no Brasil em 2026 são os de ultra velocidade, com banda de 750 Mega ou mais.
A faixa com o menor custo mensal foi a de 0 a 250 Mega, com mediana de preço de R$ 79,90. Já o valor de assinatura mais baixo é de R$ 38,99, referente a um pacote de 750 a 1.000 Mega. O custo-benefício médio para planos da faixa também é o melhor do levantamento, junto de ofertas de 1.000 Mega ou mais, que cobram R$ 0,16 por megabyte contratado.
Apesar disso, todas as faixas de internet têm valores mínimos aproximados, de R$ 39 e R$ 40 mensais, o que pode indicar um barateamento no custo de distribuição de banda larga no Brasil.
O que aumenta, no entanto, é o custo dos planos de ultra velocidade, especialmente para ofertas de 2 Giga ou mais. Os pacotes mais caros do estudo ofertam 10 Giga de velocidade por R$ 2 mil mensais.
Também é possível explorar também os custos por faixa de internet em cada estado na tabela interativa a seguir.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado no Brasil até o mês de julho em 2026 é de 3,44%. Em 12 meses, o índice registra 4,44%. A aferição de inflação de serviços engloba planos de telefonia móvel, TV por assinatura, acesso à internet, serviços de streaming e combo de telefonia, internet e TV por assinatura.
Mapeamento de ofertas de banda larga no Brasil
Ao analisar os preços de assinatura de pacotes de internet residencial, o estudo levou em consideração também as etiquetas promocionais de cada produto.
Planos com ofertas (promoções oferecidas no comparador do MelhorPlano.net por tempo limitado e sem prazo para alteração de valor mensal no contrato) ou com descontos por tempo limitado (pacotes com prazo para fim da promoção; a partir do 3º mês, por exemplo) foram considerados para a o levantamento.
O recorte regional mostrou que o Mato Grosso do Sul é o estado com o maior percentual de planos banda larga em oferta (19,10%, em relação ao total de pacotes únicos registrados pelo MelhorPlano.net na UF). Apesar disso, a região Sudeste tem o maior número de representantes no topo de lista de estados com mais ofertas: Espírito Santo (12,50%), São Paulo (11,18%) e Minas Gerais (10,88%).
São Paulo também apresenta o maior volume de descontos por tempo limitado do estudo, com percentual de 27,10% dos planos com mudança de preço prevista em contrato; seguido de Minas Gerais, que aparece em destaque com 19,95% dos produtos de internet com etiqueta de oferta.
Planos com desconto por tempo limitado são mais comumente oferecidos do que pacotes com ofertas. Oito dos estados não possuem nenhuma oferta, apesar de terem opções de pacotes com mudança de preço (desconto por tempo limitado). São eles: Maranhão, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima e Tocantins.
Por sua vez, Sergipe é a única UF a apresentar pelo menos uma oferta e nenhum desconto por tempo limitado. No mais, Acre, Amapá, Amazonas e Rondônia são estados que não apresentam nem ofertas nem descontos por tempo limitado.
Quanto às faixas de internet, os planos intermediários são os que oferecem mais promoções, especialmente pacotes de 500 a 750 Mega, que têm 20,31% dos pacotes de internet fixa etiquetados com descontos por tempo limitado e 11,15% com ofertas.
Planos de 0 a 250 Mega são os que registram menor volume de ofertas (2,81%), enquanto que as opções com 1.000 Mega ou mais têm o menor percentual de descontos por tempo limitado (10,81%).
Os registros promocionais observados são majoritariamente de provedores regionais. Portanto, a análise não aplicou um recorte por operadora, desta vez.
Preço de internet residencial por operadora
Os Provedores de Pequeno Porte (PPP), ou competitivas, têm o menor custo de banda larga do levantamento, especificamente para ofertas de 0 a 250 Mega, em que apresentam mediana de preço de R$ 79,90 por mês. Também são os únicos a oferecer internet residencial na faixa, visto que as operadoras nacionais Claro, TIM e Vivo já não comercializam banda com velocidade inferior a 250 Mega.
As competitivas têm ainda o menor custo para pacotes de 1.000 Mega ou mais, com mediana de R$ 149,90 por mês. Apesar disso, a Claro alcançou destaque especialmente nas faixas de 500 a 750 Mega e 750 a 1.000 Mega, com custo de R$ 99,90 e R$ 124,90 mensais, respectivamente.
Para planos na faixa do Giga, a Claro tem a mediana de preço mais alta da análise (R$ 499,90). Junto da Vivo, a operadora apresenta o pacote mais caro do estudo: ambas as nacionais comercializam o 10 Giga por R$ 2 mil por mês.
Apesar de oferecerem o menor preço para a faixa de 0 a 250 Mega, as PPPs têm o preço por Mega mais alto do levantamento exatamente nesta faixa, cerca de R$ 0,93 por megabyte. O custo-benefício das competitivas é o mais vantajoso somente para planos de 1.000 Mega ou mais (R$ 0,15).
De acordo com a Pesquisa de Satisfação e Qualidade Percebida 2025, da Anatel, a Vivo é a operadora com o maior índice de satisfação para internet fixa no Brasil com nota de 7,78. A Claro aparece em seguida com 7,14 e a TIM, com 6,97.
A Nio Fibra, apesar de ser considerada operadora nacional, não foi recortada para o estudo, pois não tem planos de banda larga registrados no comparador de internet do MelhorPlano.net.
Metodologia
O estudo levou em consideração 2.613 planos de internet residencial cadastrados no comparador do MelhorPlano.net em agosto de 2026 e disponíveis para contratação nos 26 estados do Brasil, mais o Distrito Federal. Foram descartados os valores promocionais de pacotes de banda larga, a fim de avaliar as mensalidades integrais para a análise.
A mediana foi utilizada como índice com o objetivo de contemplar de forma menos enviesada o custo de ofertas de internet fixa no Brasil. Isso porque existem planos muito baratos (R$ 38,90) e outros muito caros (R$ 2.000,00), o que poderia distorcer os dados e influenciar o resultado do levantamento.
A diferença do levantamento atual para os anteriores é que, desta vez, os planos observados eram referentes à totalidade de planos únicos comercializados por estado, ao invés de somente nas capitais. A análise de 2026 também considera as ofertas e descontos oferecidos a consumidores para facilitação de contratação de pacotes de internet residencial no ano.
Os levantamentos anteriores estão disponíveis em:
Sobre o MelhorPlano.net
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