Gastos desnecessários: 11 serviços que você paga e não usa [guia atualizado]
Você sabe exatamente o que está pagando todos os meses? Entre assinaturas, tarifas, serviços adicionais e benefícios que vêm junto de outros produtos, é fácil manter despesas que já não fazem parte da sua rotina.
Por isso, revisar essas despesas de tempos em tempos pode ajudar a encontrar gastos que podem ser reduzidos ou eliminados. A seguir, veja 11 serviços e cobranças que vale a pena conferir no seu orçamento e saiba o que avaliar antes de cancelar cada um.
Confira os 11 elementos que separamos que podem ser cortados das suas despesas.
1. Serviços de Valor Agregado
Serviços de Valor Agregado (SVA) são benefícios extras vendidos junto com o plano de celular ou de TV por assinatura.
Eles não fazem parte do pacote básico de voz e dados — são adicionais que a operadora empacota para tornar a oferta mais atrativa.
Alguns exemplos de SVA vendidos por operadoras brasileiras:
O problema não é o benefício em si, e sim o hábito de manter a assinatura ativa mesmo sem usá-la.
Isso costuma acontecer porque o valor do SVA vem embutido em uma única linha da fatura, sem destaque, e passa despercebido mês após mês.
Portanto, antes de contratar um plano de celular ou TV por assinatura, é importante analisar se os benefícios oferecidos serão realmente aproveitados, já que estes impactam o preço final do pacote.
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2. TV por assinatura
Um plano básico de TV por assinatura costuma custar a partir de R$ 100 por mês, e esse valor sobe rápido conforme se adicionam canais premium.
Ao mesmo tempo, os serviços de streaming cobrem grande parte do mesmo conteúdo (filmes, séries, novelas) por assinaturas individuais mais baratas.
Isso não significa que a TV por assinatura perdeu função: ela continua sendo a forma mais direta de assistir a esportes ao vivo e eventos em tempo real, algo que nem todo streaming cobre.
O ponto é avaliar o uso real: se os canais pagos raramente são ligados, o valor mensal está sendo gasto por hábito, não por necessidade. Até porque, para assistir a canais na TV aberta, não é preciso ter um pacote de TV paga.
Saiba qual a melhor opção para você: TV por assinatura ou streaming?
3. Frete grátis
Muitas lojas online definem um valor mínimo de compra para liberar o frete grátis, e essa régua é pensada para fazer o carrinho crescer.
Na prática, o cliente acaba comprando um item extra só para não pagar a entrega, mesmo sem precisar dele.
Antes de completar o valor mínimo, compare o custo do frete isolado com o preço do item que seria adicionado só para "aproveitar" a promoção.
Em boa parte dos casos, pagar R$ 15 ou R$ 20 de frete sai mais barato do que acrescentar R$ 50, R$ 80 ou R$ 100 em produtos que não estavam no plano de compra.
4. Taxa de manutenção
A taxa de manutenção é cobrada por bancos que oferecem, na conta corrente, serviços que vão além do pacote básico regulamentado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Esse valor varia bastante de instituição para instituição, ficando geralmente entre R$ 10 e R$ 100 por mês.
Todo banco é obrigado a oferecer, gratuitamente, um pacote de serviços essenciais que inclui, por mês:
- Quatro saques;
- Dois extratos em caixa eletrônico;
- Duas transferências entre contas da mesma instituição;
- Dez folhas de cheque;
- Um cartão de débito.
Se seu uso da conta é simples, pedir a migração para esse pacote essencial já elimina a cobrança.
Outra alternativa é abrir uma conta digital sem tarifa de manutenção, como as oferecidas por Nubank, Banco Inter e Mercado Pago, nesse caso, a conta paga só volta a fazer sentido se os serviços extras (cartão de crédito diferenciado, assessoria de investimentos, limite maior) realmente forem usados.
5. Cheque especial
Cheque especial é o valor que o banco libera ao cliente quando este não possui saldo o suficiente para quitar suas pendências. Ou seja, usá-lo já é um sinal de que você está com dificuldade para se organizar financeiramente.
O juro do cheque especial é composto e chega, em média, a 8% ao mês. Sendo assim, a taxa é aplicada ao valor inicial todos os dias.
Vamos supor que você estoure sua conta em R$ 1.000,00 e use durante 30 dias com uma taxa de 8% ao mês, o cálculo será feito da seguinte forma: (Valor do limite X Taxa de juros em decimais X dias utilizados) dividido por 30.
Utilizando os dados do nosso exemplo, fica: (R$ 1.000 X 0.08 X 30) / 30 = R$ 80,00. Ou seja, o total a ser pago será de R$ 1.080.
Por isso, vale a pena rever todas as suas despesas reorganizar o orçamento e se educar financeiramente para não entrar mais no cheque especial!
6. Seguro de cartões
As operadoras de cartão cobram de R$2,50 até R$25,00 mensais pelo seguro de proteção de cartão de crédito e débito.
Esse valor varia de acordo com o tipo de cartão, banco e os benefícios inclusos no seguro. Mas, de modo geral, cobrem danos causados por roubos, golpes e fraudes. Apesar de ser um valor baixo e de assegurar algo que você usa na sua rotina fora de casa, vale analisar se compensa pagar.
Uma das formas de analisar se realmente vale a pena é ver o que está incluso na cobertura, por exemplo.
7. Anuidade dos cartões de crédito
Outro gasto que costuma fazer a diferença no orçamento é a anuidade do seu cartão de crédito, ela é uma taxa fixa que deve ser paga no período de um ano e pode estar inclusa na sua fatura.
O valor pode girar em torno de R$250,00, considerando que seja um cartão simples. Se for algo mais especial, esse valor pode chegar a R$1.000,00.
Contudo, existe a possibilidade de negociar essa taxa, que pode cair pela metade ou até ser isenta, dependendo do valor mensal que você gasta comprando no crédito. Basta ligar na central de atendimento e pedir para renegociar, mas lembrando que o banco possui permissão legal para a cobrança.
Existem também diversas opções de cartões de crédito sem anuidade, sendo a grande maioria de bancos digitais.
8. Garantia estendida
Na compra de eletrônicos e eletrodomésticos é comum que os vendedores ofereçam uma oferta de garantia estendida ao cliente. Que nada mais é do que o aumento do tempo de garantia do produto.
Contudo, por lei, seu produto já possui uma garantia de pelo menos um ano oferecida pelo fabricante. E o valor da garantia estendida, dependendo da compra e da loja que o vendeu, costuma oscilar em uma porcentagem entre 10% a 20% do valor total.
Dessa forma, é importante avaliar se ao acrescentar esse valor na fatura será de fato vantajoso para você ou se será mais um gasto desnecessário.
9. Academia
Muitas academias oferecem planos anuais que costumam ser mais baratos quando comparados com os valores dos planos mensais durante um ano. Mas são poucas as pessoas que realmente fazem uso desse serviço durante os 12 meses.
Ou seja, a vantagem do plano mensal é que caso você não queira mais frequentar a academia, não perderá o valor pago ou pagará multa.
Por isso, é importante analisar se ao optar pelo plano mais barato financeiramente realmente será uma opção econômica para você.
Outra opção para continuar se exercitando, caso não curta o ambiente de academia, são os exercícios alternativos. Eles podem ser feitos em casa, com todo o conforto, através de aulas online.
10. Promoções
Por mais que alguns itens do seu interesse estejam em promoção, não se engane, você pode acabar comprando o que não precisa.
Suponha que você queira comprar um par de sapatos femininos gastando até R$ 100,00. Numa promoção leve três, pague dois, você gastará R$200, ou seja, o dobro do previsto.
Apesar de levar uma quantidade maior de produtos, avalie se estes serão realmente necessários ou se é somente mais uma falsa economia.
11. Acréscimos no Fast food
“Batata grande por mais R$1?” Tudo bem, se você realmente gostar de batata frita. Mas não se esqueça que essa é uma estratégia das redes para que você gaste mais do que inicialmente havia pedido.
A economia não está somente na vantagem, mas também na necessidade. Portanto, avalie se o acréscimo realmente será necessário ou se você gastará mais em algo que poderia ser evitado.
Como identificar serviços que você não usa?
Nem sempre um gasto desnecessário aparece de forma evidente na conta. Alguns serviços estão incluídos em pacotes, enquanto outros são cobrados automaticamente todos os meses. Por isso, uma revisão rápida das suas despesas pode ajudar a encontrar cobranças que passam despercebidas.
Comece conferindo:
- Faturas de celular, internet e TV: procure por serviços adicionais, assinaturas e benefícios que você não utiliza.
- Extratos bancários: verifique tarifas de manutenção, pacotes de serviços e outras cobranças recorrentes.
- Cartões de crédito: confira anuidades, seguros e serviços adicionais vinculados ao cartão.
- Aplicativos e plataformas: veja quais assinaturas estão configuradas para cobrança automática.
- Serviços contratados há muito tempo: avalie se aquilo que fazia sentido quando foi contratado ainda é útil hoje.
Também vale observar a frequência de uso. Um serviço que você utiliza uma vez a cada vários meses pode não compensar o valor pago durante todo o ano.
O que conferir antes de cancelar um serviço?
Encontrar uma cobrança que você não usa não significa que o cancelamento deve ser feito imediatamente. Antes de interromper um serviço, confira as condições do contrato e se existe algum benefício associado a ele. Veja principalmente:
Existe fidelidade?
Alguns contratos podem prever período de permanência e cobrança em caso de cancelamento antecipado. Confira as condições da oferta antes de solicitar o encerramento.
O serviço está vinculado a outro produto?
Um benefício pode fazer parte de um pacote de internet, celular, cartão ou outro serviço. Cancelá-lo separadamente pode alterar as condições ou o preço do produto principal.
Você realmente não utiliza o benefício?
Antes de cancelar, vale verificar se outra pessoa da família utiliza o serviço ou se ele está sendo usado de forma menos frequente do que você imaginava.
Existe uma alternativa mais barata?
Em alguns casos, não é necessário eliminar completamente o serviço. É possível trocar o plano, reduzir a quantidade de benefícios ou procurar uma opção que faça mais sentido para o seu uso atual.
O objetivo da revisão não é cortar tudo o que você usa, mas identificar aquilo que deixou de entregar valor para o seu orçamento.
Quanto você pode economizar cortando gastos desnecessários?
Pequenas cobranças mensais podem representar um valor significativo ao longo do ano. Por exemplo, um serviço de R$ 20 por mês representa R$ 240 em 12 meses. Se você encontrar três despesas desse tipo, a economia anual pode chegar a R$ 720.
Por isso, ao revisar suas contas, não olhe apenas para o valor de cada cobrança isoladamente. Considere quanto ela representa no orçamento ao longo de um ano e se o serviço realmente é utilizado.
Uma forma simples de começar é anotar os gastos recorrentes, quanto você paga por cada um e com que frequência utiliza o serviço. Assim, fica mais fácil decidir quais despesas ainda fazem sentido manter.
Perguntas frequentes
Comece pelas cobranças recorrentes das suas faturas de celular, internet, TV, cartão e conta bancária. Também confira as assinaturas ativas nos aplicativos e plataformas que você utiliza. Compare cada serviço com a sua rotina atual para identificar o que deixou de ser útil.
Confira o histórico de pagamentos do cartão ou da conta bancária e procure cobranças que se repetem todos os meses ou em períodos regulares. Também é possível verificar as assinaturas ativas diretamente nos aplicativos e lojas de aplicativos em que foram contratadas.
Depende do custo e da frequência de uso. Se o serviço é barato e importante quando você precisa dele, pode fazer sentido mantê-lo. Já uma cobrança recorrente mais alta para algo que raramente é utilizado pode ser uma oportunidade de economia.
Depende das condições da oferta. Alguns serviços digitais fazem parte do pacote contratado e podem estar vinculados ao plano. Antes de cancelar, confira se o benefício pode ser retirado separadamente e se isso altera o valor ou as condições do contrato.
Uma boa prática é revisar as despesas recorrentes pelo menos algumas vezes ao ano. Você também pode manter uma lista das assinaturas ativas, com o valor e a data de cobrança, para acompanhar quais serviços continuam fazendo sentido.
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